
Nasceu em Belo Horizonte, Brasil, em 1974. Em 1990, mudou-se para Viseu, onde iniciou o seu percurso no teatro com o Grupo Noz, trabalhando com fantoches e técnicas de animação. Este encontro despertou o seu interesse pelas artes performativas e pelo universo das marionetas e das formas animadas, uma paixão que atravessa todo o seu trabalho até hoje.
Márcia Leite é artista independente, criadora nas áreas do teatro, das formas animadas, da performance e das práticas artísticas colaborativas com a comunidade. Frequenta atualmente o doutoramento em Artes Performativas e Imagem em Movimento na Universidade de Lisboa e no Instituto Politécnico de Lisboa, desenvolvendo uma investigação centrada nos processos de criação em teatro e formas animadas a partir da literatura para a infância.
Entre 2005 e 2012, conciliou a prática artística com o ensino da Matemática e das Ciências da Natureza, mantendo sempre uma atividade regular no teatro.
Em 2012, concluiu o Mestrado em Animação Artística na ESEV, no âmbito do qual criou o Projeto ComUnidade, que assinala o início de um percurso marcado pelo desenvolvimento de trabalhos artísticos com a comunidade.
A partir de 2009, encena criações originais e participa como intérprete em espetáculos próprios e de outros criadores, entre os quais Ilda Teixeira, Pompeu José, Jorge Fraga, Carlos Santiago, Graeme Pulleyn e Filipa Mesquita. Destacam-se, no âmbito da colaboração com a Zunzum – Associação Cultural, os espetáculos “Olhos de Peixe”, com encenação de Filipa Mesquita; “Panela de Ferro – a origem” (2019) e “Panela de Ferro – o mais belo nariz do mundo” (2023), com dramaturgia e encenação coletiva; “De Volta Sem Magalhães” (2020), com dramaturgia e encenação de Carlos Santiago; e a performance comunitária “Marcha dos Sonhos 2020”, da qual foi dramaturga e encenadora.
Entre 2013 e 2019, foi professora na Fundação Joaquim dos Santos – Escola Profissional de Torredeita, onde lecionou Expressões Artísticas, Teorias de Animação e Desenvolvimento de Projetos. Entre 2018 e 2025, foi professora convidada na Escola Superior de Educação de Viseu, lecionando disciplinas nas áreas das artes performativas e dos processos criativos.
Durante mais de uma década integrou a direção artística da Zunzum – Associação Cultural, colaborando em projetos de criação, trabalho comunitário e programação.
Em 2022, criou o espetáculo “O URSO que NÃO ERA”, um projeto independente de teatro de objetos, que assina como criadora, intérprete e produtora, em colaboração com outros artistas. O espetáculo tem sido apresentado em contexto nacional e internacional e constitui a base da sua investigação atual, prolongando-se na sua prática artística, nomeadamente no processo de criação de “ainda nada?”.
O seu trabalho habita territórios de criação, experimentação e escuta, procurando modos de estar em cena e no mundo.